terça-feira, 14 de setembro de 2010

SHOW DE LITERATURA

Cursistas : Eliane Pinheiro Ferreira Maciel

Lucinéia Maria da Silva Maciel

Ademilton Martins



Projeto:

SHOW DE LITERATURA

“O prazer de aprender produzindo paródias”

Temática:

A intertextualidade através de paródias

Problemática:

Ao assumir-se a concepção de língua oral e escrita como prática que se efetiva nas diferentes estâncias, fica explícito que um dos grandes problemas detectado nos ciclos é fazer com que os educando adquiram habilidades e competências em produzir um texto coerente e coeso, analisando o gênero textual empregado e a pessoa do discurso.

Fundamentação teórica

A comunicação oral e escrita é um meio pelo qual o ser humano utiliza para se relacionar no meio em que vive e com o mundo, tanto na área da Educação como em outros setores de atividade humana.

Escrever e ler bem são uma das necessidades mais importantes para profissionais nas mais diversas áreas. Não é necessário escolher palavras sofisticadas, estrutura gramatical complexa, é claro, que a utilização correta das normas da Língua Portuguesa também é desejável para que o texto tenha maior aceitação pelo leitor e receptor, mas também é suficiente para que a mensagem do texto seja clara e objetiva.

Um texto bem escrito deve ter clareza no seu assunto central e possuir uma seqüência lógica de informações. Carvalho e Souza (1995, p.145) se referem ao texto bem escrito como:

É aquele que, além de passar determinado apuro estilístico, obedecendo à boa construção sintática, apresentando pertinência e riqueza vocabular, situando – se dentro das regras ortográficas e das normas de pontuação.

Para Faraco e Tezza (1992, p.35):



“Quem escreve bons textos, e não boas frases! Esse é um ponto que não devemos jamais perder de vista, e talvez o que oferece mais dificuldades, justamente porque a noção de texto está ausente das gramáticas tradicionais e, na prática, ocupa um espaço muito pequeno no Ensino Escolar da língua”.





Evidentemente quando se faz uma intertextualidade, precisamos compreender que a mesma está ligada ao “conhecimento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos.

A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito amplo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos, além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função daquela citação ou alusão em questão.



O que me parece importante é que não se encare a intertextualidade apenas como a “identificação” da fonte e, sim, que se procure estudá-la como um enriquecimento da leitura e da produção de textos e, sobretudo, que se tente mostrar a função da sua presença na construção e no(s) sentido(s) dos textos.

Como afirmam KOCH & TRAVAGLIA,



“todas as questões ligadas à intertextualidade influenciam tanto o processo de produção como o de compreensão de textos e apresentam conseqüências no trabalho pedagógico com o texto [...] [grifo meu]”(1989, p.95).





A nossa compreensão de textos (considerados aqui da forma mais abrangente) muito dependerá da nossa experiência de vida, das nossas vivências, das nossas leituras. Determinadas obras só se revelam através do conhecimento de outras. Ao visitar um museu, por exemplo, o nosso conhecimento prévio muito nos auxilia ao nos depararmos com certas obras.

A noção de intertextualidade, da presença contínua de outros textos em determinado texto, nos leva a refletir a respeito da individualidade e da coletividade em termos de criação. Neste sentido, Fiorin e Savioli (1996) afirmam:





"Todo texto é produto de criação coletiva: a voz do seu produtor se manifesta ao lado de um coro de outras vozes que já trataram do mesmo tema e com as quais se põe em acordo ou desacordo."





Como já definimos que a citação de outros textos se faz de forma implícita ou explícita. Mas, tem que ter um objetivo para chegar ao objeto de estudo.

Um texto remete a outro para defender as idéias nele contidas ou para contestar tais idéias. Assim, para se definir diante de determinado assunto, o autor do texto leva em consideração as idéias de outros "autores" e com eles dialoga no seu texto.

Ainda ressaltando a importância da intertextualidade, remetemos às considerações de Vigner (1988):





"Afirma-se aqui a importância do fenômeno da intertextualidade como fator essencial à legibilidade do texto literário, e, a nosso ver, de todos os outros textos. O texto não é mais considerado só nas suas relações com um referente extra-textual, mas primeiro na relação estabelecida com outros textos".





A intertextualidade também interfere no estabelecimento da coerência, pois ao fazer referência a conhecimentos de outros textos, exige que o receptor, através de seu conhecimento de mundo, descubra-a e compreenda a intenção do produtor, ao utilizá-la.

A coerência seria a possibilidade de se estabelecer uma forma de relação ou unidade no texto, que se apresentaria como uma unidade de sentido, o que caracterizaria a coerência como global, referente ao texto como um todo.

Deste modo a coerência seria, compreendida como uma continuidade de sentidos perceptível no texto, o que resultaria numa conexão conceitual cognitiva entre os seus elementos. Esta conexão não seria somente de tipo lógico, mas dependeria de fatores socioculturais diversos, sendo vista como resultante de fatores cognitivos e interpessoais confere o que diz:

“a coerência é, basicamente, um princípio de interpretabilidade e compreensão do texto caracterizado por tudo que o processo aí implicado possa depender” (KOCH & TRAVAGLIA, 1989:13).

Conclui então que tudo está intercalado, ou seja, é um ciclo que começa a partir da leitura, quando lemos formamos idéias, adquirimos conhecimento e a partir daí vem a escrita, como sendo a única maneira de comprovarmos o que sabemos, de uma maneira formal ou informal. Nota-se que a produção textual é uma maneira comprovar a nossa leitura. Esse projeto foi muito importante para compreender como acontece o ato da leitura, escrita,e interpretação através da intertextualidade, pois a partir dele, pode-se sentir que temos muito que melhorar, que é preciso ler muito para aprimorar nosso vocabulário, acrescentar idéias para nossa alto defesa, como profissionais na área de línguas, desta forma poderemos estar hábito a entrar num mercado competitivo.



JUSTIFICATIVA:

Faz-se necessário conhecer corretamente a língua oral e escrita em diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a cada contexto e o interlocutor deverá empregá-lo de maneira correta descobrindo as intenções que cada locutor transmite através da organização textual, como coerência, coesão, clareza e concisão expressas em determinadas situações. Quando o indivíduo desenvolve as habilidades humanas de ouvir, falar, ler, escrever, discutir, ver, interpretar, refletir e sentir o mundo em que vive, automaticamente estará atingindo sucesso profissional e pessoal. Sendo que dessa forma tanto o locutor x interlocutor adquirirá conhecimentos gramaticais empregados na sua organização textual e de um modo geral comunicará sem receio com os preceitos que os cercam.

Ao aprimorar contatos com paródias de músicas e poemas o educando exercitará a capacidade de pensamento crítico e a sensibilidade estética dos conteúdos desenvolvidos em sala, propiciado através da leitura, releitura, escrita e reescrita. E, automaticamente a construção de um espaço dialógico permitirá ao estudante a expansão lúdica da produção, desta forma desenvolverá as práticas da oralidade da leitura e da escrita com vocabulários abrangentes para cada situação.



Objetivo Geral:

Adaptar a obra original a um novo contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o sucesso da obra original para passar um pouco de alegria e descontração no decorrer das críticas parodiadas podendo, assim entender a dimensão ideológica da linguagem

Objetivos Específicos

• Perceber a leitura e escrita como fonte do saber, do conhecimento e do lazer;

• Desenvolver a oralidade, entonação e ritmo através da leitura;

• Caracterizar gênero poético, de acordo com a função estética da linguagem;

• Internalizar novos recursos de expressão lingüística;

• Distinguir nas produções textuais a paródias;

• Reconhecer que os textos não são neutros, mas condutores de ideologias.

Conteúdos gramaticais trabalhados:

• Aspectos literários: Composição poética, distinção entre prosa, verso, rima e estrofe.

• Recursos estilísticos: figuras de sintaxe ou de construção: Figuras de sons. Figuras de palavras e figuras de pensamento.

• Período composto por coordenação e por subordinação.

Metodologia:

Todas as atividades desenvolvidas em sala de aula são resultados de uma opção metodológica. Esta, articulada a uma determinada visão que tem sobre a linguagem.

Para chegar a um resultado produtivo no que diz respeito à comunicação, leitura, produção e escrita nas séries do Ensino Fundamental devem-se partir de várias estratégias relacionadas ao conhecimento de mundo, temas transversais e valores. Por esta razão criar-se-á em primeiro lugar um ambiente agradável, isto é, onde o professor X aluno X colegas, tenham uma comunicação.

O ponto de partida será o estudo de texto ou de situação gerada/vivenciada com um tema (transversal) gerador de acordo os conteúdos trabalhados, explorando os aspectos argumentativos e interpretativos, trazendo a interação e contato com outros textos de abordagem semelhante (música, filme, poemas, pinturas, jornais, internet, revistas...), inclusive estabelecendo–se a interdisciplinaridade.

Quanto à metodologia de ensino, terá as seguintes fases:



PREPARAÇÃO:

O aluno deve ser motivado para o assunto a ser tratado, e através de questionamento deve-se descobrir o que ele conhece sobre o título, antes do contato com o texto.

PRÉ – LEITURA:

Ativar o conhecimento prévio dos alunos em relação ao conhecimento de mundo. Explorar títulos, figuras, desenhos, gráficos, autor, fonte.

LEITURA DO PROFESSOR:

O professor faz a leitura do texto proposto, apresentando gravuras, se possível e em seguida fará perguntas simples sobre o texto ou qualquer outro assunto, para depois colocar questões mais elaboradas.

LEITURA INDIVIDUAL OU EM GRUPO:

Depois de terem lido, os alunos poderão representar os personagens através de dramatização ou de leitura jogralizada individual.

FIXAÇÃO DA PRONÚNCIA E ENTONAÇÃO:

Oportunidade para repetir a nova linguagem, sendo o professor responsável por destacar os aspectos gramaticais.

ATIVIDADES EXTRAS:

Produção de textos (paródias), interpretação dos textos e outros exercícios para a fixação da aprendizagem.



Cronograma:

1ª Aula Definição do que são paródias

2ª Aula Interação com paródias, Leitura e interpretação

3ª Aula Produção e correção dos textos.

4ª Aula Digitação das paródias e pesquisas bibliográficas.

5ª Aula Pesquisa de imagem no laboratório para anexar no texto produzido.

6ª Aula Exposição dos textos escritos em cartazes, impressos.

7ª Aula Escolha dos textos as serem apresentados no momento cívico

8ª Aula Culminância do projeto apresentação com recitações de poemas e leitura de músicas ou canto.

9ª Aula Organização do portfólio

Equipe de trabalho

3º ciclo 2ª fase e 3º ciclo da 3ª fase (8º e 9º ano)

Avaliação:

A avaliação será direcionada para a construção do conhecimento e estará a serviço da aprendizagem dos conteúdos propostos.

As concepções e os critérios que serão adotados e postos em prática na avaliação dos educando nesta disciplina são os que seguem:

1. A avaliação será feita de forma abrangente e diagnóstica cumulativa e contínua.

2. Realinhamento dos conteúdos e da Ação Ensino/Aprendizado em vista dos resultados obtidos na avaliação.

3. Estabelecimento de critérios de avaliação com o conhecimento e avaliações dos educando no ensino da prática democrática.

4. Adoção de avaliação durante a execução do projeto, com a possibilidade de rever os conteúdos trabalhados referente o assunto, realimentando o processo ensino /aprendizagem.

5. A ação avaliativa abrangerá diversos instrumentos, levando em conta a oralidade, produção de textos, leituras, compreensão, interpretação, participação, trabalhos. Da somatória de todos estes procedimentos avaliativos resultará o rendimento do educando.





Culminância:

Deu-se através de recitações de poemas e canto de músicas parodiadas incluindo danças de Hip-Hop na hora do momento cívico e montagem de um portfólio com as letras das músicas e poemas parodiados.





Bibliografia:



CARVALHGO, S.W.de SOUZA, L.M. Compreensão e Produção de Texto. Petrópolis: Vozes, 8ª Ed, 1995.



KOCH, Ingedore G.V e TRAVAGLIA, Luiz C. Texto e Coerência. São Paulo: Cortez. 5ª Ed,.1997.





FARACO, Carlos Alberto, TEZZA, Cristóvão. Prática de texto. Língua Portuguesa para nossos estudantes. Petrópolis, RJ: Vozes, 5ª ed, 1992.

FIORIN, J. L.;DAVIOLI, F.P.Para entender o texto. 6.ed. São Paulo: Ática, 1998.



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